Jornal Antena - Encantado RS

Thursday, Dec 14th

Last update01:58:41 AM GMT

Você está na seção:

Júri Popular absolve irmãs acusadas de matar homem

E-mail

 

As irmãs Geni Margarete Alves Rodrigues (44) e Márcia Alves Rodrigues (36) foram absolvidas na tarde desta segunda-feira, dia 6 de novembro, em júri popular, da acusação de homicídio contra Agostinho Ramos. O julgamento foi presidido pela juíza da 1ª Vara da Comarca de Encantado, Jacqueline Bervian, e pela mais nova juíza do Estado, a encantadense Eveline Radaelli Buffon, que foi empossada ontem (9).

O caso
O casal Geni e Agostinho moravam há cerca de seis meses em Roca Sales, junto com os filhos, quando do crime. Menos de 20 dias antes, Márcia havia se mudado de Novo Hamburgo para a casa da irmã e do cunhado, juntamente com seus dois filhos.
O crime ocorreu em 2 de outubro de 2004, na rua José Brock, no bairro Sete de Setembro, em Roca Sales, na residência do casal Geni e Agostinho. Conforme o relato das rés, uma briga entre o casal e Márcia, irmã de Geni e cunhada de Agostinho, resultou na morte de Agostinho. Segundo relatos, o casal estava mantendo uma briga desde a manhã. Geni afirma que chegou em casa do trabalho, que exercia à noite em uma empresa de Roca Sales, e encontrou o marido embriagado, sem ter comprado comida nem o gás para o seu preparo. Por volta das 12h30min, a briga que se estendia desde cedo ficou mais violenta. Agostinho empurrou as panelas em que a comida estava sendo preparada, e ela revidou, empurrando-o para fora de casa. Neste momento, a polícia foi acionada, e enquanto isso, a família se trancou em casa. Geni pegou uma vassoura para tentar se defender, mas Agostinho teria arrancado-lhe o item da mão e a acertado com o cabo. Geni, então, pegou o estilete que tinha no bolso da calça, usado no trabalho, e deu-lhe dois golpes, acertando o peito da vítima. Ainda segundo as irmãs, Agostinho tinha em mãos uma faca, que ele largou no chão, para confrontar a esposa. Neste momento, Márcia teria pego a faca e desferido dois golpes no abdome da vítima. Geni chamou ajuda e Agostinho foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Márcia diz que acertou o cunhado para ajudar. “Fiz isso pois não podia ver minha irmã sendo morta por ele, sabendo que estava bêbado”. Os envolvidos no julgamento destacaram que Agostinho era uma boa pessoa, mas se tornava agressivo quando bebia, o que acontecia com frequência.

O julgamento
Os sete jurados tiveram a missão de ouvir o Ministério Público, através do promotor de justiça André Prediger, e a defensoria pública, através do advogado Carlos Henrique Rodrigues dos Santos.
Nos pronunciamentos, falas de violência doméstica, ausência de provas e legítima defesa.“O Ministério Público pede a absolvição pela total ausência de provas de que elas tenham feito isso com a intenção de matar”, explicou o promotor. O defensor público fez coro com o MP, pedindo absolvição de Geni e Márcia. “Não há inconsistência em seus relatos. É o mesmo que elas vem dizendo desde o ano de 2004. Seu Agostinho, infelizmente, traçou o seu caminho. Ele teve um comportamento que levou à sua própria morte”, afirmou o defensor Carlos Henrique Rodrigues dos Santos.
O corpo de jurados entendeu que ocorreu um crime, e que as irmãs Geni e Márcia cometeram e participaram deste crime, mas absolveram ambas.

juri popular_absolve_1juri popular_absolve_2

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar