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Coluna Pedro Silveira - edição 278

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Aproveitando o ensejo que a comemoração do Dia da Independência apresenta, construo meu comentário dentro do tema: Civismo e Patriotismo.
Civismo é a manifestação de amor pela pátria, pelo país em que se nasceu e se vive. Civismo refere-se mais especificamente às atitudes e comportamentos, atitudes que no dia a dia manifestam cidadãos na defesa de certos valores e práticas assumidas como fundamentais para a vida coletiva, visando preservar a sua harmonia e melhorar o bem-estar de todos.
Cidadania, civismo, patriotismo e civilidade fazem parte do mesmo processo inerente à vida em sociedade. São conceitos verdadeiros de padrões sociais. Cantar o Hino Nacional, mas não ter ideia do seu significado, só por só, não é ato cívico, tão menos é demonstração de ser patriota.
Civismo é muito importante porque é uma forma menos abstrata de se demonstrar atitude patriótica. Vamos, pois, mudar o conceito de que temos de ato cívico. Em vez de simplesmente cultuar símbolos referentes a um pedaço de terra como se fosse uma religião obrigatória, vamos mostrar que o civismo de verdade é trabalhar pela pátria, é dar o sangue civilmente por ela, é lutar para erradicar os flagelos da miséria, da corrupção, da violência, do desmatamento e da poluição e, ainda, outros males que afligem diariamente a população, em vez de apenas cantar o hino nacional, achando que isso é suficiente para amar a pátria.
Vamos cuidar da pátria. Esse é o verdadeiro sentido que o Brasil pede, pois assim estaremos demonstrando nosso patriotismo.
O civismo pode e deve ser demonstrado em todo e qualquer ato prestado praticado, em que busque o bem-estar comum, não necessita, primordialmente, ter grande alcance, basta que o ato traga o bem comum não só pra si. No projeto da Jornada Poética Pedro Silveira, nas sete edições realizadas em diversas escolas do município, na qual a tinha por meta a difusão e composição de poesia, incentivar o hábito da leitura, estava eu praticando um ato cívico, diante do que as jornadas poéticas trouxeram de proveito, utilidade e benefício aos alunos, aos professores e funcionários das escolas onde o projeto foi levado. É igual quando uma pessoa auxilia um deficiente físico a atravessar a rua ou, ainda, na oportunidade de ceder um lugar mais confortável no transporte coletivo para uma pessoa idosa. Não só por estes atos, mas por todo e qualquer ato da vida em que se vise ao interesse público, esquecendo o particular.

Entretanto, impõe-se a indagação: Como é possível ingressar nessa linha de atuação, quando nos últimos dez anos, patrocinada pela administração maior, o nosso Brasil foi roubado, saqueado, dilapidado, em bilhões de reais, levando nessa ação criminosa os direitos dos brasileiros de terem uma vida melhor, uma saúde mais presente, uma segurança atuante. Tudo em favor dos próprios administradores e daqueles que faziam parte da escória que comandava o país? Como, então, posso ser patriota e cultuar o civismo diante destes atos provados praticados pelos próprios administradores, quando deveriam, quer diante da sua moral, ética, nobreza de caráter serem os nossos guardiões, não esquecendo que juraram defender nossos direitos e observar a Constituição do país ? O que nós resta? Nunca esquecer o amor à pátria, pois o patriotismo deve nascer e se prolongar ao longo da vida da pessoa, de forma livre, consciente, sem coação. Então, nosso civismo, nosso patriotismo, tem que andar em outro caminho: Combater sem trégua, por todos os meios, formas e jeitos todos os corruptos, os ladravazes que colocaram nosso Brasil neste caos que hoje vivemos.
Vamos lá Brasileiro - Profissão Esperança.

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