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Coluna Pedro Silveira - edição 273

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Inverno - Um tempo triste
Verdadeiramente o inverno caminha junto com a tristeza ou, no mínimo a falta de alegria, derramando sobre a população camadas e camadas de coisas frias, geladas. É o vento cru e glacial tocando e lambendo nosso rosto. As malvadas nuvens sempre impedindo que os raios solares alcancem nosso fragilizado corpo. Justo contar com aquela chuva cortante e muitas vezes pisar na geada depositada na noite anterior. O compositor italiano Antonio Vivaldi, em sua obra musical “As Quatro Estações”, retrata bem, pela magia da música, a diferença entre o verão e o inverno, pois no verão o tom é alegre, vivo, festivo, ao contrário da música tocada na estação do inverno; ela é triste, executa num andamento lento, predominando a execução despida de vivacidade.
Nesta triste estação o que sobressai nas ruas são pessoas vestindo um grande número de peças de roupas, caminhando encolhidas, mãos nos bolsos, de cabeça baixa, demonstrando, induvidosamente, seu desalento, quase chegando ao estado de depressão. Não há alegria, nem risos. Em contrapartida, sobra a ocorrência de uma série de problemas de saúde, própria desta triste estação.
Por tudo isto e muitas outras coisas: O inverno é um tempo triste.

O Brasil de hoje
O que estamos assistindo e, por sermos brasileiros, vivendo não só no dias atuais, mas de um longo tempo, é uma deterioração em quase todos os princípios éticos e morais, principalmente patrocinados por agentes políticos, com a cumplicidade, mais que isto, com a presença efetiva de brasileiros desonestos e bandidos. A história irá contar que toda esta degeneração que estamos sofrendo partiu desde 14 anos atrás, quando, então, tínhamos a esperança de um governo sério, incorrupto e incorruptível, voltado unicamente para o povo. Entretanto, o que se vê e se viu, é um mar de lama, de roubalheira, uma corrupção sem parâmetros. As maiores autoridades do país usando, descaradamente, seus poderes para livrar bandidos das garras da justiça. É triste mas é verdade.
Destinado ao senhores leitores, tendo por palco a atual e precária situação brasileira, escrevi o seguinte:

Imperfeição
A imperfeição é uma marca singular
do ser humano racional
basta uma autoanálise honesta,
e o rebanho de defeitos abre a conta.
Nessa conta, a hipocrisia se assoma
ardilosa e furtivamente, juntamente
com outros delitos, fazendo com que
em muitos casos
pender os sentimentos e vontades
em direções diferentes.

Como é difícil suportar calado
alguém falar além da conta.
Como é possível aguentar certa pessoa noticiar
falsamente um fato, sabendo-o incorreto.
Como se pode tolerar alguma pessoa explorar
pelo embuste a credulidade de outrem?
Como é permanecer impassível
diante de um grave acontecimento?
Como pode o ente receber a Eucaristia
quando está eivado de pecados?
Como é ser tão hipócrita aplaudir alguém
quando a vontade e a razão é de vaiá-lo?
Como é ser tão vil quando
sonegamos a verdade de um fato assistido

Será que não nos é dado o poder
de domar nossa vontade
E mandar para as sombras do além
essa hipocrisia abjeta.

Será que podemos e devemos:
Gritar para a faladora que também ouça,
Para que o mendaz divulgue a verdade,
que o escroque vista a capa da honestidade,
enfim, que sejamos mais participativos na sociedade
mais perseguidores da verdade, em todos os quadrantes.

De qualquer modo notificar aos corruptos
e aos corruptores que na prática criminosa de atos desta natureza,
estão atingindo e golpeando de morte a população brasileira,
Proporcionando com os serviços indispensáveis e necessários
como a saúde, a educação e a segurança, entre tantos outros,
sejam sonegados aos brasileiros.

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