Jornal Antena - Encantado RS

Monday, Dec 09th

Last update03:55:21 PM GMT

Você está na seção:

Júri popular condena ré por assassinato

E-mail

 

Encantado - Na quarta-feira, dia 1º de agosto, o Fórum de Encantado sediou o último júri popular que decidia o futuro dos três acusados na morte de Volmir Baldo, ocorrido em Muçum, em outubro de 2016. Rosa Maria Santiago Belotti foi a última a ser julgada e recebeu a pena de 21 anos de prisão em regime inicial fechado.
A sessão comanda pela juíza Jacqueline Bervian teve início por volta das 9h e seguiu até às 17h. O corpo de jurados– formado por três mulheres e quatro homens - mais uma vez ouviu descrições das cenas de morte e esquartejamento da vítima, e assim como o público, ouviram o depoimento da acusada.

“Ele era meu melhor amigo”
Rosa era companheira de Marciel de Borba, que na semana anterior foi julgado e condenado pelo mesmo crime. Em seu depoimento, Rosa contou que estava em casa, em Encantado, na companhia de Denise Regina Vianini, que também foi julgada e condenada na semana anterior, quando Baldo teria ligado convidando-as para jantar com ele. As duas mulheres e Marciel teriam, então, se deslocado de ônibus até Muçum. Rosa afirma que antes de sair de casa, já havia tomado seus remédios de uso contínuo. Já na casa da vítima, o grupo começou a beber cerveja enquanto preparavam a comida, mas passado algum tempo, não teria aguentado a sonolência e indisposição e retirou-se para o quarto. Antes de deitar, teria tomado três comprimidos de Rivotril, e logo após, dormiu um sono pesado.
Rosa afirma que não ouviu nada durante a noite, enquanto Baldo era morto. Acordou no dia seguinte, às 10h, com Marciel e Denise aos pés de sua cama. Ao levantar, disse que sentiu um mau cheiro, e os dois outros acusados a informaram que vinha do banheiro e que a casa estava sem água. A ré falou que não teve tempo de se arrumar, já que Denise e Marciel teriam chamado um táxi que já esperava o trio. Assim, eles foram embora e Rosa afirma não ter visto Baldo, nem percebido sujeira, machas de sangue ou qualquer indício de violência dentro de casa ou nas roupas dos amigos.
Em seu depoimento, Rosa confirma que na tarde da segunda-feira, dia 31 de outubro, acompanhou Denise e Marciel até o banco para sacar dinheiro. Os cerca de R$ 150 seriam usados para pagar uma antena parabólica que Baldo teria comprado para Denise, que era sua namorada. “Quando estive com Marciel e Denise eles não falaram nada. Eu não mataria nem machucaria sequer um bichinho, quem dirá meu melhor amigo”, afirmou.

A acusação
O promotor de Justiça André Prediger questionou a versão de Rosa. “A história de que ela estava dormindo chega a ser ridícula. Fala outra coisa, que foi obrigada, por exemplo. Mas não pode brincar com a inteligência das pessoas. Ela participou da morte e merece ser condenada por isso. É o mínimo de justiça que se pode entregar para a família”. De acordo com o Ministério Público, Rosa atuava como agenciadora de Denise, agendando programas sexuais e ficando com boa parte do dinheiro que a ex-namorada de Baldo recebia.

A defesa
Para o advogado de defesa José Felipe Lucca a condenação não é justa. “A avaliação é negativa. Entendo que a decisão do conselho de sentença foi equivocada. A dona Rosa foi apontada como mandante e o processo não mostra isso”. Lucca diz que irá impetrar recurso da decisão.

O caso
Em 30 de outubro de 2016, Volmir Baldo, à época com 45 anos, foi morto e esquartejado na própria casa. Dois dias depois, em 1º de novembro, a casa da vítima, localizada no bairro Fátima, em Muçum, pegou fogo, consumindo completamente a residência mista de dois pisos. Durante o rescaldo, os restos mortais de Baldo foram encontrados.
Denise Regina Vianini, que tinha um relacionamento amoroso com a vítima, foi apontada como suspeita do incêndio e presa ainda no mesmo dia. Ela foi vista saindo da casa às pressas logo após o início das chamas. Durante as investigações, chegou-se aos nomes dos outros dois suspeitos: Denise Regina Vianini, que era namorada da vítima, e Marciel de Borba, companheiro de Rosa, foram julgados no dia 23 de julho, e condenados, respectivamente, a 21 anos e 19 anos de reclusão em regime fechado. A motivação o crime teria sido financeira já que os acusados estariam interessados no dinheiro da vítima.

juri popular_condena_1juri popular_condena_2

Joomla Templates and Joomla Extensions by JoomlaVision.Com

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar