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Vereadores debatem transporte e zoneamento escolar

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Na tarde da última segunda-feira, dia 06 de novembro, professores, pais, alunos, Legislativo e Executivo debateram a questão do Projeto de Lei nº 94/2017, o qual altera as regras do transporte escolar na área urbana e rural, onde o município fará o transporte dos estudantes apenas para os que residem a mais de 1 km da sua escola, com exceções de casos especiais.
A implementação da lei resulta no zoneamento escolar, ou seja, o ajuste da demanda por escola estabelecendo parâmetros e normas que deverão ser seguidas visando conscientizar a comunidade em geral sobre a aplicabilidade dos recursos públicos e a necessidade do cumprimento dos deveres dos usuários beneficiados pelo programa. Cabe destacar, também, que com a redução de gastos no transporte escolar será possível atender 100% das crianças de 0 a 6 anos nas EMEIs, bem como implantar o turno integral em todas as escolas municipais.
Segundo a secretária de educação, Neide Graciolla, o ensino médio é de exclusividade do Estado, mas o município é quem o está fazendo. Em relação a custos, gasta-se R$ 92 mil/mês, sendo que R$ 70 mil é pago pelo município, R$ 3,8 mil pelo governo federal e R$ 18,2 mil pelo governo do estado.
Ao implantar o projeto a redução dos custos cai em 50%, o que será investido na educação com implantação do turno integral, onde várias oficinas serão realizadas de acordo com as necessidades de cada escola.
Com relação ao zoneamento tanto a secretária como o prefeito Adroaldo Conzatti, salientaram que os alunos devem ficar nas escolas de suas comunidades ou nas mais próximas, para que os mesmos não percam o vínculo, fortalecendo os laços. Outro ponto elencado foi o ganho de tempo para as crianças que não necessitarão acordar muito cedo para pegar o transporte escolar.
Conzatti ressaltou que isto não gerará economia, pelo contrário será investido mais, pois as crianças mais tempo na escola demanda mais alimentação, mais professores e maior infraestrutura. Mas o que o município busca são alunos mais qualificados com notas maiores no índice de ensino e consequentemente cidadãos mais preparados para a vida.
O vereador Luciano Moresco (PT), ressaltou a preocupação dos pais com o zoneamento, pois segundo eles algumas escolas não apresentam a mesma qualidade de ensino ou de atendimento que outras. Por isso destacou que deva-se procurar uma fórmula de elevar a qualidade das escolas, igualando-as, pois não há como condenar os pais por quererem o melhor para seus filhos.
Respondendo ao vereador o prefeito disse que se há desigualdades tem que haver correções. Já a secretária Neide enfatizou que escola não é prédio, o importante é o fator humano que sabe ensinar e a participação dos pais também. Porque segundo ela há pais que entram na escola apenas para buscar o boletim ou quando são chamados.
Para o vereador Celso Cauduro(PMDB), esta economia é besta e não se deve mexer no zoneamento e nem no transporte escolar. Ele ressaltou que o povo deve ser ouvido, pois eles, os pais, têm que decidir o que é melhor para seus filhos.
Já Sander Bertozzi (PP), acha que a mudança é muito grande e não está convencido se é o melhor. “É uma mudança muito drástica para o próximo ano, acho que tem que ser implantado aos poucos”.
Assim a audiência terminou, os pais nada satisfeitos pois acham prematura a ideia do zoneamento e os professores apoiando o zoneamento. O projeto de Lei que estava em pauta para ser votado, continua, tendo uma grande probabilidade de não ser aprovado, se não houver uma discussão maior.

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