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Encantadense é empossada juíza

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Ela é jovem, inteligente, dedicada e motivo de orgulho para a família e para a comunidade. A encantadense Eveline Radaelli Buffon é a mais nova juíza do Estado do Rio Grande do Sul. Formada em Direito, passou em um processo seletivo que iniciou há dois anos, com mais de 11 mil candidatos, obtendo o segundo lugar. E ontem, depois de um longo processo, foi empossada juíza aos 28 anos de idade. O momento agora é de comemoração, mas o caminho que a trouxe até o posto de juíza não foi fácil.

O amor pela magistratura
Eveline cursou o Ensino Fundamental no Scalabrini, em Encantado, e o Ensino Médio no Colégio Scalabriniano São José, em Roca Sales. Saindo do Ensino Médio, foi direto para a faculdade, onde cursou Direito na PUCRS. “Eu não tinha bem certeza se queria realmente seguir no Direito, mas com o passar das aulas, me apaixonei pelo curso e foi onde comecei a sonhar com a magistratura”, lembra.Além disso, em 2010, obteve a aprovação no curso de Políticas Públicas da UFRGS.
Durante seu período de faculdade, Eve, como é chamada pelos familiares e amigos, estudou muito, dedicou-se e ainda passou por um momento delicado: um transplante de rim. A doença renal evoluiu rapidamente e a levou para a mesa de cirurgia em 28 de outubro de 2010. Durante a época universitária, precisou parar os estudos por alguns meses, mas logo recuperou. “Não vislumbro o transplante como algo negativo na minha vida. Pelo contrário, passei por esta experiência e sai muito mais fortalecida”, frisa.
Em 2011, Eveline concluiu a faculdade na PUCRS, tendo sido laureada. A formatura veio no início de 2012, e o desejo de seguir carreira como magistrada já a acompanhava. Logo em seguida, a jovem advogada deu início à pós em Direito Público, também pela PUCRS,concluindo-a em 2013, e, em 2014 frequentou a Ajuris (Escola Superior de Magistratura). Também atuou no Juizado Especial Cível (JEC), sendo juíza leiga em Porto Alegre e em Encantado. Durante todo esse período, dividia-se entre a advocacia e os estudos para os concursos. Entre um livro e outro, entre um caso jurídico e outro, ela foi construindo a sólida bagagem que a levou ao cargo de Juíza de Direito.

O concurso disputado
Desde a faculdade, Eveline já sonhava com a carreira da Magistratura Gaúcha,mas se dedicou também a outros concursos públicos, sendo que conseguiu a aprovação para o cargo de Promotora de Justiça do Estado de Santa Catarina, no início deste ano. A realização do grande sonho começou a ser construída ainda no ano de 2015, com a publicação do edital para o ingresso na carreira da Magistratura.
A primeira etapa do concurso ocorreu em abril de 2016. Mais de 11 mil inscritos, candidatos vindos de todos os Estados do Brasil para a disputa das 60 vagas. Eveline obteve êxito e foi para a segunda fase do processo seletivo, que ocorreu em agosto de 2016, quando o número de candidatos que ocupava a casa de milhares caiu para cerca de 550. “Nesta etapa, tínhamos que responder a 10 questões discursivas”, explica. Novamente, ela foi selecionada, passando junto com outros 361 candidatos para a prova de sentença. “Recebemos um processo verídico e tivemos cinco horas para ler e estudar os autos e formular uma sentença”, explica. A prova ocorreu nos dias 20 e 21 de maio deste ano, sendo testados os conhecimentos no âmbito cível e crime. Sim, Eveline passou: teve a terceira melhor prova de sentença. Agora Eveline e outros 25 candidatos seguem para a tão temida prova oral. “Os candidatos sorteiam um ponto previsto no edital e ficam diante de uma banca com sete examinadores que vão lhes fazendo perguntas sobre o assunto”, explica. É um dos momentos de maior nervosismo dos candidatos, já que além da prova em si, a ordem de aplicação do teste também é sorteada. Eveline foi a 8ª candidata do dia a passar pela prova oral. Posteriormente, ocorreu a última etapa do certame, que consiste na análise dos títulos.
No dia 19 de outubro de 2017, Eveline recebeu o resultado do concurso: aprovada! E muito bem aprovada, obrigada: no somatório geral, a encantadense ficou em 2º lugar, em um processo que começou com mais de 11 mil candidatos. Durante muitos anos, a jovem se preparou para isso, estudou, dedicou-se. Contou com o apoio incondicional dos pais, a ajuda da irmã caçula, Marina (16), que a treinava para as provas orais, o apoio da irmã Luísa (22), que, estudando em Santa Cruz do Sul, não podia estar presente, mas sempre lhe telefonava desejando-lhe sucesso e tranquilizando-a. A mãe é só sorrisos. “É a realização do sonho dela, então é o meu sonho também”, diz Marisete. Eve ainda curte o momento. “Nem nos meus melhores sonhos eu pensei que seria assim. Foram anos de estudos, anos de dedicação. Quantos concursos eu fui reprovada, quantas vezes eu chorei com medo de não conseguir. Para falar a verdade, acho que a ficha ainda não caiu”, confessa.
Ontem, quinta-feira, dia 9 de novembro, familiares e amigos estiveram em Porto Alegre, onde assistiram orgulhosos e emocionados a posse de Eveline Radaelli Buffon como juíza, no Plenário Ministro Pedro Soares Muñoz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
• Joyce Alves Zanon

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