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Coluna Pedro Silveira - edição 276

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Em vista de o jornal Antena nesta edição estar promovendo uma merecida homenagem a todos os pais, me ligo também à comemoração aqui irradiada, apresentando minhas considerações sobre a sublime relação pais e filhos. Só por isso não publico o comentário sobre o atual e efervescente  momento político que corre na cidade. Noutra edição estarei fazendo-o, pois já está escrita.

 

Pais e Filhos

Não há filho sem a presença do pai. Então, quando se escreve acerca da figura do pai, deve estar ligada ao nascimento de um filho. Por esse motivo, nesta composição, exercito situações constituídas por pai e filho. Desde muito tempo é trazida para a sociedade uma série de comemorações visando exaltar, engrandecer a figura de um ser humano que tem sua individualidade física ou espiritual portadora de qualidades que se lhe atribuem exclusivas à espécie humana, com racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agir conforme fins determinados e o discernimento de valores. Para concretizar a sublimação a essas figuras foram implantadas as festas do Dia das Mães, do Dia dos Pais, Dia da Mulher e outras menos votadas.
A partir da criação do ser humano racional, loucamente penso que a escolha do Criador em dar existência por primeiro ao homem e, ao depois, à mulher, não foi uma boa opção. Compreenderia melhor se tanto o homem como a mulher tivessem sido criados ao mesmo tempo e da mesma forma, pois, então, haveria igualdade entre as duas criaturas. Serviria, também, para espancar a pensada superioridade do homem em comparação com a mulher - coisa que abomino. Mas cabe a indagação: qual a razão desta particularidade quando a exaltação deve ser endereçada aos pais. Eu respondo: Pai e mãe ou mãe e pai formam um só ente. Um depende e complementa o outro para gerar um descendente - um filho - e, sem esta contribuição, não haverá mãe ou pai. Então, nas ocasiões em que festeja o dia consagrado aos pais, estar-se-á solenizando as mães. Como, também, é verdadeiro em sentido inverso.
Há uma indisfarçável diferença de tratamento e na condução dos filhos brotados entre pais já vividos por muitos anos e os mais recentes. Era comum, quase obrigatório, a cultura do respeito que deveria ser devotado a pessoa do pai, como menor intensidade para com a mãe, aquela que guardava em seu coração alguma falta praticada pelo filho. Hodiernamente o tratamento e a condução dos filhos alteraram-se profundamente. As modificações foram comandadas pela ampla liberdade aspergida em todos os sentidos e, mala surte, rege o comportamento da sociedade.
É seguro e necessário que os filhos encontrem uma forma, um meio de, cada dia, demonstrarem seus sentimentos aos pais, pois estarão abrindo seu coração e seus sentimentos proporcionando um convívio fraterno, repleto de amor, abrindo a linha da felicidade pelo tempo em que for dado viver. Idênticas atitudes devem ser observadas pelos pais na vida em comum com os filhos. Recordo ainda hoje apesar de meus 85 anos de idade - a alegria que sentia quando meu pai ao me chamar dizia: ...vem cá, meu filho.
O pai defende seus filhos contra tudo e contra todas, tendo uma necessidade natural de com eles viver, pois a luz de cada dia resplandece mais quando ela é refletida pela presença dos filhos.
Mas o que conforta e alimenta a vida do pai é quando recebe uma prova de que ainda somos amados e queridos por eles.
Em algumas oportunidades quando acontece uma discussão um tanto ríspida, o filho: “mas eu não pedi para nascer” . Nestas circunstâncias, nossa capacidade racional de entender as coisas parte para estratosfera, pois , também, não tivemos a capacidade de realizar qualquer escolha, já que, o nascimento de um filho provém de uma dádiva divina, sem que no momento de amor da concepção como selecionar quem deveria vir ao mundo.
Outras tantas apreciações poderia apresentar, como tempo jornalístico é medido pelo espaço ocupado, encerro, não sem antes afirmar: apesar de pensar que esta comemoração pende para o lado comercial [ por vivermos numa sociedade consumista] a data traz uma grande alegria aos pais, já que por nossos filhos somos lembrados, provando que não fomos esquecidos. Creio que vale a pena ter dado parte de nossas vidas na sua geração, criação, educação e acompanhamento, rejubilando com eles na vitória e confortando-os nos momentos de aflição.
O melhor presente é o abraço de carinho, de amor, a devoção e o respeito que faz a gente chorar de contentamento.

Pedro B. R. da Silveira/filho, pai e avô

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