Jornal Antena - Encantado RS

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Coluna Pedro Silveira - edição 277

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Os salões de bailes

Não notei qualquer referência nos livros da História de Encantado, a respeito dos inúmeros salões de bailes existentes, ao longo do tempo, em nosso município, onde os encantadenses se divertiam naquelas danças alegres e festivas. Tenho conhecimento da existência dess es salões, por duas razões: primeira por ter frequentado quando de minha juventude ess as alegres reuniões e, segundo, na condição de radialista da Rádio Encantado, quando das transmissões daqueles eventos. Existe uma terceira, porém de duração muito rápida, época em que eu e o saudoso amigo Mauro Filter promovíamos bailes populares. Recordo ainda alguns deles: Baile dos Estudantes, Baile das Rosas, Baile da Juventude; tudo isto para angariar alguns trocados. A lembrança desses salões estão bem perto de mim: SALÃO DE BAILE DE CANDIDO FILTER, localizado onde hoje está a Loja Paludo. Era nesse local em que ocorriam os bailes promovidos pelo Mauro e eu. SALÃO DE BAILE DE PEDRO MACHADO, situado no Bairro Santo Antão, em sua Casa Comercial. Foi em um desses bailes que iniciei o namoro com minha saudosa esposa Tereza. SALÃO DE BAILE IMMICH DE PALMAS, situado onde hoje se encontra o comércio de senhor Guerini. Ficava na parte superior e era muito frequentado por moradores na cidade. Ainda hoje está a construção em perfeitas condições. SALÃO DE BAILE DE PEDRO SCARELLO, se encontrava na Rua Julio de Castilhos, centro, onde hoje está instalada a Loja Jamile; SALÃO DE BAILE DA SOCIEDADE UNIÃO BARRENSE, de propriedade daquela sociedade, situado na Barra do Guaporé; SALÃO DE BAILE DA BARRA DO JACARÉ, instalado junto ao antigo Hotel Familiar da família Martini, na Barra do Jacaré; SALÃO DE BAILE DE PAULO SBARAINE, localizado no antigo distrito de Doutor Ricardo, hoje município, as instalações ainda permanecem, ficando na esquina da Rodovia que liga Dr. Ricardo com Anta Gorda. Pelas transmissões da Rádio Encantado, conheci alguns destes salões: SALÃO DE BAILE DE ARROIO AUGUSTA, EM ROCA SALES, situado naquela linha. Ainda recordo um causo lá sucedido: Após ter cumprido minhas atividades de radialista, fui aproveitar a grande popularidade que o radialista desfrutava e escolhi alguém para bailar; dançando e procurando iniciar uma conversação, perguntei à bela moça: Que achas do baile? E ela, não olhando para mim, respon deu: “TA BOM, MAS DE ROSTO COLADO NON”. Também fora do município encontro o SALÃO ROTA, localizado no entroncamento da estrada que liga Roca Sales a Bento Gonçalves. Este salão era de propriedade de família Rota, pais do nosso amigo Juarez Rotta. A maioria desses salões de bailes se formavam no seguimento de casas comerciais exploradas pelos promotores dos bailes.
A matéria é boa de comentar, só que o espaço no jornal é pequeno. Então fica a promessa de voltar ao assunto.

Para não deixar de lado a poesia, já que ela é uma obra de arte e tem valor permanente, escrevi VERSOS DA TRAIÇÃO, abrangendo o momento atual da urbe:
Traição é bicho ruim,
Quem a pratica se dá mal,
Logo a credibilidade perde,
Destroçando a confiança, apanágio de todo mortal.

Quem convive na traição,
Sempre destrói toda razão,
De se tornar bom cidadão,
Pois as marcas da perfídia logo o denunciarão.

Vai pra vala dos safados, indo a outros se juntar,
Com indignos, ignóbeis e imundos,
Vivendo estes seres desprezíveis marcados,
Para ninguém mais confiar.

Apesar do imenso tempo decorrido,
Ainda hoje o crime é lembrado,
Por aquela traição pelo infiel praticada
E jamais ela se apagará na história contada.

As coisas aqui trazidas
Bem perto de nós denunciam,
Uma história real construída,
de traição, de portar abertas.

Declarar é preciso o que aconteceu,
Pois no páreo entraram
Três importantes cavalheiros:
Um já recebido tinha as graças adiantadas,
O Outro esperando a recompensa estava,
Quando a qual lhe foi negada.

Aquele que a negou é então o traidor,
O que não recebeu o prêmio antes combinado
Neste caso é o traído,
ficando imenso e único prejudicado.

Mas em toda traição acontece,
que é ação de grande torpeza,
Há uma outra parte,
que tira vantagem da sórdida safadeza

A verdade é uma só,
E dos fatos não se afasta
Diante da má e perversa atuação
Ora esclarecida e pelas partes concretizadas.

Na história de Encantado,
Não importando o tempo que ultrapasse
Ficará em todos os livros assentado,
Este fato de trapaça.

Aqueles que a praticaram e
Aqueles que dela se fartaram,
O ato permanecerá marcado,
Em cada hora e cada dia.
Somente livrando, é certo,
O cavalheiro traído.
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